segunda-feira, 29 de agosto de 2016

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Familiterário


A família é a base para estruturar qualquer educação moral e espiritual. Na literatura e nos quadrinhos também não podia ser diferente. Leo Terário também tem uma família e nela encontra apoio para tudo.

O Familiterário é composto pelo patriarca Eleotério Terário, que é escritor e blogueiro; Lívida Terário, sua esposa, que é bibliotecária, o filho deles Levi Telhado, que é estudante e entregador de jornais e a caçula Lavínia Terário, que é um bebê com imaginação fértil.
Também existem animais muito espertos que vivem dentro do Antro Literário, que é uma gigantesca mansão em formato de livro. Outras surpresas serão reveladas também.
Para acompanhar as histórias, basta seguir as postagens em ilustrações e em quadrinhos nas páginas assinadas por Leo Vieira. Em breve, teremos gibi, desenho animado e livros exclusivos.

Leo Vieira



® Leo Vieira- Direitos Reservados    

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Leo Vieira: "Cante como os Pássaros"

Esse conselho eu li e ouvi para um monte de alternativas. Significa que devemos viver sem esperar muita coisa de retorno.
Um pássaro não canta esperando receber aplausos, ou então ganhar visibilidade e respeito entre outras aves. Ou mesmo ganhar uma honraria acadêmica no mundo animal. Um pássaro canta porque é da natureza dele e assim ele se sente feliz, independente se irão apreciar ou não.
Em nosso meio literário, somos como vistosos e eloquentes pássaros em busca de espaço e público para ouvir o nosso canto. Porém nem sempre estamos dispostos a ouvir o canto do pássaro que está ao nosso lado. Isso porque queremos apenas cantar e ser ouvidos. Não queremos ouvir.
De qualquer forma, o que deixamos de por em prática é que quando nos importamos demais com coisas desnecessárias, abrimos mão de grandes momentos como esses: de ser público e de apresentar o nosso canto.

Escreva seus textos, apresente-os nos blogs, publique seus livros, disponibilize-os na rede, seja presente no meio acadêmico virtual, elogie um texto ou um livro que gostar de ler e o mais importante de tudo. Não deixe de "cantar como os pássaros".
Leo Vieira

Acompanhe a campanha de incentivo à leitura "Leia + Livros", do Leo Terário.

® Leo Vieira- Direitos Reservados 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Leo Vieira: O problema das parcerias

É muito bom ter várias ideias simultâneas. Melhor ainda é quando contamos com equipe pra isso. Porém é importante saber do lado ruim de ter uma equipe e também fazer parte de uma. Qual afinal é o problema em se envolver em parcerias?
Na verdade, são vários problemas. O primeiro deles é que você fica escravo do projeto. Quando você se envolve ou se deixa envolver em projetos alheios, você fica a mercê de uma séries de imprevistos. Você também terá que prestar contas ao chefe ou à equipe (quando você é o organizador.
Outra coisa intrigante é que você não tem ideia se o projeto dará lucro ou então terá o mínimo e retorno. Seguindo nessa linha, começarão a vir os questionamentos que vão ficando cada vez mais agressivos.
Mesmo que não dê em nada o que você definiu, por uma série de motivos, a equipe não irá aceitar justificativas. Os colaboradores querem ver resultados de qualquer jeito. Não irá adiantar culpar os outros por isso.
Os desentendimentos irão aumentar em razão da equipe frustrada. E não é só isso; você também perderá a credibilidade para futuros projetos, além dos dissabores e animosidades. Tudo fruto de um esquema de produção mal elaborado.

Crie sempre um "Plano B". Se não der lucro, cada um receberá um valor parcelado ou então algum serviço no mesmo valor. Valorize a equipe, porque um dia você pode voltar a precisar dela.
Leo Vieira

Acompanhe a campanha de incentivo à leitura "Leia + Livros", do Leo Terário.

® Leo Vieira- Direitos Reservados 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Antro LiTEATRO: Como adaptar livro para peça de teatro


Você já pensou em transformar o seu livro ou mesmo o de um amigo, ou outro livro preferido em peça de teatro? Muitas histórias podem ser adaptadas da forma que for, dependendo de sua criatividade.
Antes de tudo, todo livro tem uma forma de contar história. O filme, o gibi, a novela, o desenho animado, a poesia, a canção, etc. Todos eles são ferramentas para apresentar uma história.
O primeiro passo é após você ler e compreender bem a história do livro. A partir daí você vai resumir em tópicos para poder construir o roteiro.
O foco de um roteiro de teatro são os diálogos. Como tudo está concentrado em um palco, com poucas opções para troca de cenários, muitas das cenas visuais terão que ser contadas pelos personagens.
Noções de teatro também ajudam muito. Existem marcações, posturas, dicção, interpretação, entre outras disciplinas. Dominando tudo isso, você terá mais clareza para o que quer passar para o seu elenco e público.
Iluminação e sonoplastia são coisas essenciais, assim como toda a equipe que atua nos bastidores. Saiba operar essas responsabilidades, porque nunca se sabe quando pode ocorrer uma emergência.
Pode parecer bobagem, mas muitos profissionais também aprendem maquiagem e figurino (e até mesmo costura). Isso porque um profissional precisa compreender a linguagem que ele quer passar para o profissional adjunto ao projeto.
Quando tudo estiver estabelecido, com prazos, tabelas e valores; saiba como negociar diretamente com o teatro da escola. Não dependa dos outros e nunca faça nada com a espera de "vamos ver no que dá". Isso porque eventuais prejuízos podem aparecer e quem irá arcar com tudo?! A responsabilidade acaba sobrando nas mãos do produtor.

Calcule sempre de acordo com as suas possibilidades. Não pense alto.
Leo Vieira


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® Leo Vieira- Direitos Reservados 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Leo Vieira: Como não "empacar" em um projeto

Ter projetos é muito bom. As piores épocas de nossa vida são quando lembramos e identificamos que não fizemos absolutamente nada. Não conquistar é uma coisa, mas não fazer nada por onde é muito pior.
Nesses casos, para não perdermos o rumo nas ideias, a melhor alternativa é estabelecer metas através de um projeto.
Mas como não travar em um propósito? Existem várias alternativas que podem ser colocadas em prática.
Antes de tudo, você precisa definir o que quer. Não se perca nas escolhas. Tenha decisão. Não podemos fazer múltiplas coisas ao mesmo tempo. Faça comparativos de aspectos mais positivos antes de escolher.
Você também precisa definir aonde quer chegar. Quem não sabe aonde quer ir, qualquer lugar serve. Tenha um rumo.
Você também precisa ter um prazo pessoal. A vida é feita de prazos. Quando você acorda, você tem um prazo para se arrumar até sair de casa a tempo suficiente para ir trabalhar ou estudar. Da mesma forma você deve ter um prazo de início e fim para cada projeto.
Uma coisa que atrasa e atrapalha qualquer projeto é distribuir tarefas. Evite isso. Parcerias somente dão certo quando a outra parte está completamente engajada. Procure entender e saber resolver todas as tramitações sem depender de ninguém.
Exemplo: se você tem um projeto de livro, não tente depender de um diagramador, um revisor e/ou um capista. Se você não está pagando de imediato, acaba ficando escravo da boa vontade alheia, além de ser constrangedor ser cobrado financeiramente de um serviço que foi resultado
de um projeto que não foi à frente.
Não dependa dos outros. Procure aprender e nem tenha preguiça pra isso. Você verá como as ideias florescem quando abrimos a mente para novos aprendizados.

Através desta fórmula, entre outras dicas, você estará pronto para tirar do papel aquele projeto literário, musical e artístico. Boa sorte!
Leo Vieira

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® Leo Vieira- Direitos Reservados 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Leo Vieira: Exposição ComCiência

A artista plástica australiana Patricia Piccinini, 50 anos, está com parte de seu acervo em exposição no Brasil. As obras reúnem pinturas, videos, fotos e esculturas; essas últimas ultrarrealistas, provocando um misto de sensações de surpresa, asco, admiração, pena e medo.
Muitas dessas criaturas são assustadoras. Muitas vezes o espectador não compreende o motivo para existir aquilo. Do que afinal isso teria resultado? Seria então a consequência de uma desastrosa experiência científica? Ou então um universo paralelo onde criaturas estão em fase de uma incerta evolução? Tudo fica no ar, enquanto ficamos com olhar e mentes inquietas na contemplação das espécies bizarras.
Visitei a exposição no CCBB e fiquei impressionado. Já tinha visto alguma coisa antes e não sabia nada sobre a artista. Fiz umas buscas e encontrei uma entrevista dela em um site estrangeiro, o "Nashville Scene". Parte dos comentários nos faz ter uma compreensão melhor da linguagem que ela nos quer passar.


"Nestas peças são as crianças que são capazes de acessar outras espécies ou quimeras, desta forma carinhosa, envolvente e que parece muito intencional.
Eu, muitas vezes retratei as crianças, e há duas razões para isso: Crianças conectam coisas que são estranhas de uma maneira que os adultos não podem porque nós crescemos com todas essas idéias sobre nós mesmos que informam o caminho agora podemos tratar outros animais, e as crianças não aprenderam essas ideias ainda."- Patricia Piccinini.



"Eu escolhi dugongos por duas razões. Eles são semelhantes ao peixe-boi. Eles são bastante ameaçados, pelo menos na Austrália - são tipo desses herbívoros mamífero bovino do mar - tão plácidos e suaves e abertos a qualquer tipo de abuso, incluindo o aquecimento global, então eles estão morrendo.
A segunda razão que eu escolhi o peixe-boi é essas belas criaturas sensuais foram as 
inspirações para os mitos em torno de sereias. Quando os marinheiros estavam no mar e via estas belas formas, femininas no mar e imaginou-las como sereias, eles realmente estavam olhando provavelmente dugongos e peixes-boi. Eles têm traços humanos de qualquer maneira."- Patricia Piccinini.


"...Portanto, temos aqui essa forte criatura bonita, cuidar desta criança, mas realmente 
sabemos que ela é o tipo de comprometimento. Sua relaçao nunca vai ser clara; ela é uma 
espécie de servo. Mesmo que seja uma bela vista de uma forma - a amamentar uma criança é muito bonita e valiosa - que olhar em seus olhos e ver a morosidade e tristeza e intensidade de sentimento, e eu espero que as pessoas podem se identificar com ela."Patricia Piccinini.



"Quando a escultura está sendo feita eu estou lá o tempo todo dizendo este braço deveria estar fazendo isso, ou esse cara precisa ser dizendo isso para o telespectador. Quero descrever o pensamento da criatura, e é isso que eu quero que os olhos para olhar como. Estamos tão adaptado para ler todas as nuances de mudanças em nossos rostos e há tantos sinais, é como uma espécie de taxonomia de sinais utilizados para descrever uma determinada idéia. Você pode fazer uma cara patética ou digna, você pode fazer alguém olhar de desdém ou aberto.
(...)
Eu acho que, no final, eles são bastante legíveis - a maioria das pessoas a pé com o mesmo significado do trabalho, e isso é importante para mim porque meu trabalho realmente tem intenções. Eu tento evocar uma certa resposta emotiva. Eu não sou sempre bem sucedido, nem sempre funciona, mas eu tentar fazer isso.
(...)
No final, o que estou tentando fazer é ter uma conversa com as pessoas sobre o que é viver uma vida de hoje onde as conexões entre outras espécies vivas são realmente importantes."Patricia Piccinini.


Por Leo Vieira