domingo, 29 de dezembro de 2013

2014 Mais Literário

Esse ano de 2013 foi perfeito! Muitas realizações, desenvolvimentos, planejamentos, projetos, lançamentos, filiações, parcerias e ainda terá muito mais para 2014.
Eu não esperava que as postagens nesta e nas demais colunas tivessem tanto alcance.
Fiquei satisfeito em ver muito dos assuntos comentados e compartilhados em outras páginas.

# A série "A REAL DAS EDITORAS POR DEMANDA" causou muitos comentários;
# A denúncia dos blogueiros que vendiam livros também foi altamente discutido;
# A matéria dos blogueiros que pedem livros grátis e não fazem resenha de qualidade foi tão comentado que muitos blogueiros se uniram para boicotar tais blogs desonestos;
# O texto das editoras golpistas também abriram os olhos de muitos escritores;
# As postagens sobre construção literária, auto publicação, criação de editora e mercado literário renderam um bom número de leitores satisfeitos.

Hoje escrevo periodicamente para dezenas de blogs e páginas literárias, além de manter uma coluna em um jornal e uma revista, também lida em Portugal e alguns países da África.
É cansativo, mas quando fazemos algo que gostamos, o fardo se torna mais leve. Sem contar que o reconhecimento e os elogios me motivam constantemente.

Também foi um ano difícil. Tive aborrecimentos, impasses, calotes, "portas na cara", entre outros problemas literários. Em compensação, também fiquei bem mais esperto, cortando certas "parcerias literárias", recusando propostas de projetos culturais mirabolantes, além de evitar alguns oportunistas megalomaníacos.

E em 2014 teremos muito mais! Inauguraremos uma Academia de Letras (em conjunto com o CNA- Clube dos Novos Autores), institutos culturais, feiras literárias, jornais e uma editora com gráfica própria e selos editoriais (projetos meus). Muitos desses projetos serão ainda para o primeiro semestre.
Lembrando mais uma vez que todos esses projetos permanecem de forma VOLUNTÁRIA e SEM
FINS LUCRATIVOS.
Muito obrigado a todos!

Leo Vieira

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Não Caia no Conto do Vigário Literário

Como qualquer outro profissional, seja ele ator, músico ou ilustrador, o escritor também é alvo notável e presa fácil dos clientes oportunistas, principalmente quando as vítimas escolhidas são jovens e iniciantes na carreira. Fiquem sempre espertos quando presenciarem certos tipos de situação.
Se você, independente de tempo e conteúdo literário, se sente profissional e quer respeito e reconhecimento, precisa se portar então como um.


"FAÇA O ROTEIRO BARATO (OU DE GRAÇA) E NO PRÓXIMO SERVIÇO, PAGAREMOS MELHOR"
Nenhum escritor profissional prestará serviço literário autoral de graça. Imagine
então você pedir a um advogado que o defenda de graça, com a condição de lhe pagar melhor em um próximo serviço. Isso não existe.

"NÓS SOMENTE PAGAMOS NO FINAL, APÓS O SERVIÇO PRESTADO"
Faça um contrato com o cliente, ressaltando o valor do serviço.

"PRA QUE CONTRATO? NÃO ESTAMOS ENTRE AMIGOS?"
Contrato entre escritor e editora/grupo de teatro é prova de respeito e admiração pelo trabalho de ambas as partes. O contrato representa compromisso e garantia para proteger eventuais transtornos, incoerências e mal-entendimentos ente você e o seu cliente e regularizar essa relação sem desgastes.
Contrato é uma forma de demonstrar profissionalismo, estipulando tempo, serviços e remuneração durante determinado tempo que deverá ser cumprido por ambas as partes. Se o cliente andar para trás e ficar sofismando que é desnecessário, descarte-o.

"O SEU ROTEIRO PARA NOSSA PRODUÇÃO SERÁ ÓTIMO EM SEU PORTFÓLIO E VOCÊ GANHARÁ OUTROS CLIENTES"
Imagine então o diretor da peça ou do filme contando para os outros colegas: "Esse escritor é o maior otário! Esboçou o roteiro todo de graça".


"DEIXE O SEU PROJETO AQUI, QUE EU VOU FALAR COM O PRODUTOR E TE LIGO DEPOIS"
O diretor vai usar os seus textos para barganhar com outro escritor e negociar um preço ainda mais barato. Se você retornar, o diretor dirá que a atividade foi
adiada. Nunca deixe nenhum trabalho no escritório do cliente.


"MAS O ÚLTIMO REVISOR FEZ O MESMO SERVIÇO MAIS BARATO..."
Não tenha medo de perder o cliente, ainda mais quando o mesmo demonstrar ser um oportunista. Ressalte que o seu serviço é profissional e é mensurado conforme o seu valor. Roteiristas/revisores que cobram muito pouco pelo seu serviço ficam predestinados e fadados ao insucesso. Não seja o causador de seu próprio fracasso, desrespeito e decadência profissional. No máximo, ofereça um pequeno desconto, ou então parcele o seu serviço em duas vezes (com contrato).


"NÓS NÃO PODEMOS PAGAR MAIS DO QUE R$XX POR ESSE SERVIÇO"
Imagine o cliente entrar em uma loja de celulares e informar que não pode pagar mais do que R$XX por um smartfone. O vendedor então o oferecerá o mais barato possível, ou então, um aparelho dentro desse valor que tenha as mesmas funções.
Se ainda assim, o serviço lhe interessar, diga que fará, mas será no seu tempo e estipule um prazo maior de entrega.


Leia e ponha em prática essas dicas. Não adianta fazer panca de escritor profissional se no fim das contas você vira paspalho nas mãos dos espertos, viajando nas promessas de projetos mirabolantes.

Você é profissional e pode muito mais.



Leo Vieira

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Como Agir quando há "Vazio Mental"

É muito comum o "vácuo nas ideias" surgir em algum momento, seja com quem for. O escritor ficava horas encarando o papel vazio na máquina de escrever e hoje continua assim, encarando a tela branca do Word. Vamos falar um pouco sobre prática.
O aspirante a desenhista começa a encarar o seu maior desafio ao analisar o desenho complexo permeado de sombras, texturas e detalhes. Ele imediatamente pensa no tempo e dedicação que gastará para detalhar tudo aquilo. O desenhista precisa aprender que não se aprende a construir um desenho da forma mais complexa. Desenho são formas geométricas aplicadas com alguns detalhes. Ele desenha o "esqueleto" de sua ideia e daí o desenho vai ganhando forma.
Organize o tamanho e proporção de sua arte, com linhas horizontais e verticais. Você agora já sabe o espaço que deverá respeitar ao apresentar o seu desenho. Depois, esboce as formas geométricas que se assemelharão com o seu desenho, seja ele um vaso, um carro, um prédio ou um personagem. Círculos, quadrados, retângulos e cilindros serão desenhados antes de formar o desenho. Em seguida, comece a desenhar por cima esses detalhes. O seu desenho está ganhando identidade e vida. A sua arte nasce finalmente.
Não é tão fácil assim. O bom desenhista é aquele que pratica muito. Repita a operação e verá que não será tão difícil quanto da última vez. Quando você faz uma história em quadrinhos, repete tanto o procedimento de desenhar o mesmo personagem que ele acaba fluindo automaticamente. Charles Schulz (Peanuts/Charlie Brown) revelou ter desenhado a cabeça redonda do personagem mais de 50 mil vezes. O que diria os animadores então, sendo que cada segundo de desenho animado tem em média 24 desenhos por segundo?
Agora, vamos focar na questão da literatura. Assim como as formas geométricas giram ao redor de tudo e estão camufladas por todos os cenários no campo visual, as histórias e personagens também estão disponíveis ao escritor, como se fosse um gigantesco pomar onírico, só esperando a sua colheita e que você use os ingredientes para você por a mão na massa na construção e ornamentação de sua obra.
            Se você não tiver ideia alguma do que começará a escrever, faça um pequeno exercício, como se fosse um hábito. Comece narrando o dia, como se fosse um diário, mas sob a perspectiva de um personagem:
"Hoje acordei com preguiça e sem vontade de fazer nada. Abri a cortina e olhei para a janela e o dia estava bonito, mas não estava o meu estado de espírito. Fui tomar café e me arrumei às pressas para mais um dia rotineiro..."
Preencha tudo isso em uma lauda, focando e mesclando conflitos pessoais com coisas boas, como se fosse um ritmo. A escrita deve caminhar em um compasso, com surpresas boas e ruins.

-Apresentação;
-Saindo na rua;
-Primeiro conflito;
-Dúvida e desafio brotando;
-Voltando para casa;
-Pensativo sobre o conflito;
-Encontro com o coadjuvante;
-Problema paralelo;
-Ápice do problema e conflitos unidos;
-Solução do enígma;
-Desfecho.

Esses tópicos preenchem um conto de 20 ou 25 páginas em formato A5, narrado em primeira pessoa, na qual é mais difícil, por não poder expandir tanto nos demais personagens. No caso de uma obra em terceira pessoa, a obra pode ficar muito maior, porque o autor pode narrar e apresentar outros personagens, em várias perspectivas e até recheá-la com histórias paralelas. Primeiro faça teste com crônicas menores. Depois passe para contos deste exemplo. Quando se sentir mais seguro, desenhe as "formas geométricas" de sua obra e com o "esqueleto" pronto (esboço do início, meio e fim) determine os personagens que participarão e siga em frente com a escrita. Nunca escreva sem rumo e sem conceito do que quer passar e para onde vai chegar. Não se comporte como um viajante sem rumo. Tenha em mãos o "mapa" de sua obra.

Boa sorte e boa viagem!



Leo Vieira
Escritor 

sábado, 23 de novembro de 2013

Escritor Leo Vieira Recebe Honra ao Mérito Teológico

O escritor e teólogo Leo Vieira foi outorgado com o diploma e a medalha de Honra ao Mérito Teológico, pelo Instituto Teológico Adonai (ITEAD), em Minas Gerais, com reconhecimento da Ordem dos Ministros Evangélicos Nacional (OMEN). A outorga é pelo reconhecimento do trabalho em prol de um mundo melhor e em agradecimento ao apoio e contribuição a causa do ensino teológico no Brasil.

Leo Vieira também é professor, capelão, evangelista, patrono na Academia Brasileira de Ministros Evangélicos e Teólogos (ABMET) e colaborador nos blogs "Pensamento Cristão", "Universo Teísta", "Apologética Cristã", "Cai a Máscara", "Menina dos Olhos de Deus" e "O Evangelho Puro". Todas as atividades são prestadas de forma voluntária.
Para o próximo ano, Leo Vieira prepara o lançamento de um jornal mensal (e virtual) com seções de temática cristã; a publicação de livros religiosos (já prontos) e o registro de uma instituição missionária. Todas esses projetos continuarão a ser realizados sem fins lucrativos.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Produção Editorial Própria

Aprendemos  os primeiros e preciosos passos para a sua preparação literária. O que o fará um bom profissional é a prática. Não basta ler e deixar de lado. Tão pouco investir alto na construção do livro e deixar o mesmo seguir lentamente, esperando a venda acontecer por acaso. Isso é o mesmo que deixar o barco ir embora sem rumo.
É realmente uma coisa muito chata as pessoas que questionam o ofício de escritor por ser ingrato, demorado e pouco lucrativo. Vejam bem; é tudo uma questão de ótica. Se você realmente quer ganhar dinheiro com uma profissão, precisa ser mais visionário e saber onde realmente precisa atuar. Não é o trabalho, mas o posicionamento nele que o fará promissor. É tudo uma questão de decisão.
Já falei diversas vezes em minhas colunas e blogs sobre como atuam as editoras por demanda. Se você realmente quer economizar na produção e lucrar nas vendas, pense melhor sobre isso.

Mais motivos e motivações:
- Se você tem muitos livros em andamento, você pode lançar tudo de uma vez;
- Se você tem disposição para aprender a diagramar páginas e capas, você vai
aprender e economizar tempo e dinheiro;
- Se você tem amigos que pensam de forma positiva, ande com eles. Evite contato com pessoas desestimuladas e pessimistas;
- Se você não tem medo de desafios, haja!;
- Se você se importa em pensar em soluções e não em problemas, abrace essa etapa;
- Se você não desiste fácil, coloque em prática.

Se você ainda não quer se desdobrar com questões burocráticas, registre o nome e o design de sua marca e o insira nas capas e páginas de seus livros. Afinal, o único CNPJ que importa é o da gráfica. O aspecto visual literário será muito melhor  e terá bons olhos comerciais de seus leitores.

A partir dessa etapa, iremos analisar outra questão segura futura.

Leo Vieira

sábado, 16 de novembro de 2013

Quando a Paixão Vira Vocação

 O empresário Carlos Dias, o Dudu, foi o primeiro imitador do trapalhão Zacarias. Iniciou na década de 80 e foi o único que conviveu com todos os integrantes do grupo Os Trapalhões, em especial com Mauro Gonçalves, onde eram muito unidos e contracenavam como pai e filho, participando até mesmo de uma série de comerciais da Takky Modas. Recebeu em 1989 uma carta oficial de autorização para poder imitar o personagem de Mauro Gonçalves, utilizar a musica tema do programa e outros fins com a marca "Os Trapalhões" e foi nomeado oficialmente como fã n° 01 do quarteto. Esta carta foi emitida e autenticada pelos próprios Trapalhões (Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias).
Desde 1997, Carlos Dias se dedica ao cinema e a homenagear o seu padrinho artístico Zacarias, tendo dado a sua filha o nome de completo de Mauro. Homenageando também a mãe do humorista, dona Virginia, ao qual de o resultado de VIRGINIA DE MAURO FACCIO GONÇALVES (foto abaixo). Hoje, Dudu se dedica apenas a carreira de empresário e possui um canal de TV, e uma revista mensal sobre cinema.
Carlos também é responsável por criar o Museu do Zacarias em Sete Lagoas, com material de seu próprio acervo pessoal.
Virginia, a Lully, é filha de Carlos Dias. Ela é atriz e cantora profissional. Lully é afilhada artística de Beto Carrero, a quem faz homenagem através de suas apresentações. Lully faz diversos shows em vários eventos, sempre muito atenciosa com os seus fãs nas redes sociais.

http://www.youtube.com/watch?v=MhE_Cicy0LE

http://www.faclubevirginiademauro.com.br/

https://www.facebook.com/FaClubeVirginiaDeMauro



Leo Vieira

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Perigos Literários ao Nosso Redor

Colegas escritores e blogueiros! Continuem atentos com essas "parcerias" oferecidas pelas editoras por demanda. Há uma editora que está muito queimada (reputação maculada por repúdio, desaprovação profissional, má qualidade editorial, desprestígio, processos judiciais por vários clientes, etc) e está convidando todo mundo por in box para compartilhar seus textos através deles.
Para que serve isso?? É simples! Em um momento de questionamento, é só o editor sofismar que a sua editora apoia diversos projetos literários virtuais.
Na mesma onda, há editores quebradores de contrato que estão por aí, divulgando antologias e outros meios de "se misturarem" com o povo e clientes em potencial.
Cuidado também com aqueles blogueiros que mandam propostas de resenha de livros para todo mundo. Já vi um que faz resenha de apenas 6 linhas, que são tão vagas de informação quanto uma sinopse de orelha de livro.

Muito cuidado pessoal! Não fiquem coniventes da desonestidade alheia.
Sempre que algum blog, site, agente literário ou editora por demanda lhe oferecerem "propostas", pesquisem antes os históricos deles.
"Quem se apoia em cerca podre, cai junto".


Leo Vieira

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Fraudes ou Pegadinhas Literárias?

Será que ninguém percebeu que essas correntes de frases incoerentes de Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Luís Fernando Veríssimo, entre outros são somente "pegadinhas" para descobrir o nível de desconhecimento e desinformação de quem as compartilha?
Eu já vi um texto de auto-ajuda "assinado" por Willian Shakespeare que foi até citado como autoria dele em performance teatral!
Da mesma forma, notícias fictícias em sites de humor jornalístico devem ser lidas somente com ótica humorística. Já vi posts revoltados com a matéria de que a "Igreja Universal colocará os dizimistas atrasados no SPC e SERASA". Pior ainda são os que acreditam piamente e teimam quando são questionados. E quando são desmentidos, chegam a deletar o texto verdadeiro (quando não deletam a amizade também), mas fazem questão de manter o erro.

Não acredite em tudo o que lê e não compartilhe tudo o que vê. Não custa nada pesquisar as fontes, para não ser conivente de erros alheios e acabar denigrindo a sua imagem pessoal e as de suas páginas virtuais.



Leo Vieira

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Como ser eficiente na escrita?


Ando apresentando diversas dicas úteis sobre como organizar melhor suas construções literárias. Como em qualquer outro trabalho, é comum surgir um momento de cansaço, indisposição, desatenção, entre outro empecilhos. Neste caso, seguem dicas importantes para desenvolver melhor suas atividades.

No teatro e na academia, ficamos um tempo de aquecimento. Da mesma forma, na escrita precisamos de tempo para preparação. Alternar atividades paralelas atrasam muito e despreparam a mente. Portanto, cuide de um texto de cada vez.

Assim como as máquinas que esquentam, nossa mente também sobrecarga e o nível de atenção diminui, provocando perda de concentração (aquele "branco" nas ideias e vácuo na escrita). Beba água, café e vá para a janela. Permita um intervalo de 5 minutos a cada hora.

Mesa com muitos papeis e objetos também não ajudam no momento de escrita. Mantenha tudo limpo, organizado e acessível. Procure digitar sem nenhum navegador aberto, nem que seja para habitual pesquisa.


Coloque em prática as ideias e verá como será produtivo seu tempo e quão notável ficará a qualidade de suas obras.


Leo Vieira

Dia Nacional do Livro

O dia 29 de outubro é especial porque foi o dia de 1810 em que Portugal disponibilizou um gigantesco acervo vindo da Biblioteca Real Portuguesa. Além de livros, também vieram moedas, medalhas, mapas, manuscritos e outras especialidades. Os tesouros culturais foram acomodados no Rio de Janeiro, no Hospital da Ordem Terceira do Carmo. Foi então fundado a Biblioteca Nacional do Livro.
O primeiro livro publicado no Brasil foi Marília de Dirceu, escrito por Tomás Antônio Gonzaga. Na época, o Monarca fazia uma leitura prévia dos mesmos, a fim de liberar ou não o seu conteúdo, funcionando como censura. Muita coisa também era liberada por gosto pessoal, coisa muito comum até os tempos atuais.
O desenvolvimento editorial no Brasil começou em 1925, com o escritor e editor Monteiro Lobato, quando fundou a Companhia Editora Nacional.
Hoje posso dizer que nunca foi tão fácil publicar um livro. É verdade; com uma encadernação pronta e menos de R$ 1 mil disponíveis você pode ter o luxo de contratar uma editora por demanda e publicar de forma profissional a sua obra, seja ela acadêmica ou cultural. O Brasil tem se desenvolvido muito bem de forma independente. Muitos escritores estão desbravando o seu território literário e ocupado o seu espaço. Fico muito feliz em ver alguns colegas e confrades satisfeitos por viajarem e conquistarem seus reconhecimentos através de cerimônias, filiações e outros eventos culturais literários.
Realmente o mercado literário é um caminho acidentado e cheio de pedras. Para ser bem sincero (pra não dizer "franco") eu estou tendo mais prejuízos do que lucro.
Então o conselho continua o mesmo: Ame o que você faça e não espere lucros imediatos, sem deixar de estudar e trabalhar.

                                                                                     
                                                                                                                                             Leo Vieira

terça-feira, 15 de outubro de 2013

As Aulas da Vida


Há muito tempo eu passava pela rotina cansativa de acordar cedo, tomar café às pressas e acompanhar a aula do dia, já esperando o fim de semana para não fazer nada de interessante e assim voltar ao mesmo ciclo. E assim foi até que o tempo passou, eu me formei e hoje olho para trás quando me recordo dessas notáveis datas comemorativas.
Na infância e adolescência, admirava os heróis da ficção, que se apresentavam nas páginas e nas telas. Hoje continuo apreciando de forma mais racional e crítica, ainda preservando um pouco da essência infantil, mas nunca deixo de recordar o heroísmo demonstrado por tantos desses professores que tive a honra de ser aluno.
Sempre fui um aluno muito avoado e distraído. Minha imaginação ia longe nas aulas e sempre me perdia nos pensamentos.
Aos 8 anos de idade, durante uma aula, estava redesenhando vários personagens, nas últimas folhas do caderno. A professora me advertiu, mas não deixou de me aconselhar no fim da aula e com o dedo em riste que eu tenho que me dedicar pela manhã aos estudos e pela tarde à arte.
A grande diferença do conselho é se você o colocará em prática. Outro conselho importante que eu ouvi de uma professora é para nunca parar de estudar. E assim tenho feito. Vida acadêmica e artística devem andar juntas, porque serão os estudos que abrirão as portas mais difíceis.
Se esforce em ser sempre uma pessoa de bem. Porque a vida do pai será o caderno de exercícios dos filhos.

                                                                                                                             Leo Vieira

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Literatura Fantástica: Recriando


Ultimamente, na Literatura e nos cinemas (onde é muito mais evidente) a literatura fantástica está tomando espaço no reinvento de remake de muitos enredos do passado.
Isso está cada vez mais comum em um mercado onde a criatividade parece estar um tanto quanto saturada e o público busca mais uma novidade mais visual. Infelizmente, nos livros se tem visto isso também, cujo títulos embarcam na onda de outros livros mais populares. Até mesmo o "50 Tons de Cinza", de E.L. James, ganhou versões semelhantes no mesmo gênero e enredo. A série Crepúsculo, de Stephenie Meyer, também deu uma cria imensa, com direito a prateleira própria reservada para temas vampirescos em diversas livrarias.
No cinema, a aposta para aproveitar um tema com mais criatividade é apelar para a literatura fantástica. Um exemplo muito claro é "Avatar", de James Cameron. Ao analisar o roteiro, vemos que não tem nada de original. É a mesma história de "O Último dos Moicanos", "Dança com Lobos" e "O Último Samurai". Um personagem se infiltra com uma tribo inimiga e acaba se voltando contra os seus compatriotas. No caso do "Avatar" apenas incrementaram com uma vasta tecnologia e surrealidade, transformando a ideia original (tribo indígena), por uma tribo alienígena em um planeta distante.
Star Wars é uma história de faroeste no espaço, Star Trek é uma história de expedição também com o espaço como cenário. O esqueleto é o mesmo, porém a inserção  de vísceras para sustentar o corpo da história é diferente. Mas no aspecto comparativo são todos iguais. A criatividade do autor que vai diferenciar.
Compare os detetives da literatura. Existem vários. Mas também parece que todos são muito diferentes. Isso porque cada autor procura se atentar às semelhanças literárias e focar o seu estilo na construção das obras. O americano Robert Langdon (de Dan Brown) e o português Tomás Noronha (de José Rodrigues dos Santos) são personagens extremamente parecidos. Ambos são professores universitários e sempre são convidados para solucionar enigmas, que acabam tomando proporções no nível de Indiana Jones. Porém a grande diferença deles estão no estilo literário. Enquanto Robert Langdon é narrado por diversos labirintos e um desfile de curiosidades durante o decorrer das páginas, Tomás Noronha atravessa a aventura em uma narrativa mais verossímil, com aspecto de texto de reportagem jornalística, fazendo o leitor até mesmo acreditar em certos pontos da ficção.


Ao aproveitar uma ideia já conhecida, estude e pesquise muito. A receita do bolo é a mesma, porém a sua habilidade que tornará o quitute mais especial. Tenha boa dosagem ao confeitar a escrita para garantir bom apetite na leitura!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Feira Literária


Estamos tendo em alguns Estados a Bienal do Livro, que é um circuito literário onde muitas editoras e escritores aproveitam para se promoverem. O evento conta com a ajuda e apoio do governo e de grandes empresas.
A Bienal também é uma ótima oportunidade de conhecer as novidades literárias, além de escritores famosos (e até tirar fotos com eles), adquirir bons livros acessíveis (até mesmo autografados na hora!) e passar ótimos momentos em confraternização com outros amantes da leitura e da literatura.
Infelizmente, evento desses tipos não são para todos. Com o tempo a Bienal foi ficando mais tomada por burocracias e os custos para aluguel de stands têm se tornado alto demais e para quem ainda não têm uma editora para apoio, acaba se tornando mais caro.
Seria muito bom que as prefeituras se mobilizassem para as feiras literárias populares, onde pudessem cuidar e coordenar espaço e instalações, apoiando escritores iniciantes, que cuidariam em providenciar apenas os seus lotes de livros. Eu tenho feito isso, coordenando dois projetos literários em minha cidade, mas seria melhor se outros escritores também abraçassem essa nobre causa.

DICAS:
- Participe de eventos culturais e literários em sua cidade. Não adianta querer criar algo, estando por fora do que acontece por perto;
- Pesquise como são organizadas as Bienais e outras feiras de livros em outras cidades (várias fontes na internet e nas prefeituras). Leia os releases, organogramas, e outras fontes de informação, porque irá "fermentar" as suas ideias;
- Faça um bom curso de elaboração de projetos e captação de recursos. Existem até cursos gratuitos promovidos pela prefeitura de sua cidade. Isso é bom porque além do aprendizado, lhe ajudará a conhecer mais pessoas também com a mente interessada em desenvolver ideias;
- Participe das reuniões abertas ao público na Secretaria de Cultura e Educação. Formule ideias, projetos e faça acontecer. Se algo não for concretizado, você pode vir a ser convidado a participar de algum outro projeto cultural;
- Se você acha que não aprendeu o suficiente a formular e desenvolver projetos, contrate então o serviço profissional. Além do reconhecimento, coordenar projetos profissionais se torna algo nobre e biográfico para a sua carreira literária. 


E por fim, não tenha medo. Pense, planeje e haja! Existe um caminho muito estreito e acidentado (um pouco espinhoso também) que somente poucos se atrevem a percorrê-lo. É o caminho da realização que o levará ao posto da conquista.
Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em várias Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em São Gonçalo e Doutor em Teologia e Literatura.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O Escritor e o Legado

Esse é um ponto delicado que espero que abra os olhos e dê uma "sacudida" em alguns escritores iniciantes. Com que frequência e/ou intensidade que um escritor precisa escrever e publicar suas obras?
Esse artigo também pode ser aplicado para todas as classes em geral, porque a arte caminha junta e serve de modelo da mesma forma. Um artista precisa aparecer (não estou falando somente de publicidade, até porque uma insistente campanha já conhecida pode se tornar chata), porém com novidades.


Antes de tudo, o artista precisa ter foco. Se ele não souber aonde quer chegar, se perderá no caminho, ficará estacionado nas ideias e voltará, abandonando o desafio.
Walt Disney passou por muitos desafios e impasses, até finalmente produzir o seu primeiro longa metragem de animação, em 1937;
Maurício de Sousa ficou mais de uma década produzindo tiras de quadrinhos do seu próprio bolso, até finalmente produzir sua primeira revista em quadrinhos em cores, em 1970;
Roberto Bolaños (Chespirito) escreveu e produziu muitas esquetes e vídeos com baixo orçamento até conseguir propagação mundial.

É claro que existem muitos outros gênios artísticos que poderiam entrar na lista, mas resolvi selecionar os mais contemporâneos para empregar o exemplo em comum. Os três, além de também serem escritores, eram insistentes e sabiam muito bem aonde queriam chegar. Além de tudo, eles têm uma família de personagens para comercializar através de produtos licenciados. É só ver como a Disney, a Turma da Mônica e agora a versão cartoon do Chaves é tão divulgada através de produtos e brinquedos.
Agora vamos usar outros artistas que não quiseram ir tão adiante no mercado de licenciamento: Daniel Azulay, que chegou a ter mais de 150 produtos licenciados com a "Turma do Lambe Lambe" na década de 1970, preferiu ir no seguimento das oficinas de desenho e das artes plásticas; e o Ziraldo, que teve muito espaço nos quadrinhos, com a "Turma do Pererê" e o "Menino Maluquinho", continua com seus trabalhos nas colunas e ilustrações. Um detalhe é que os dois citados são da mesma época do Maurício de Sousa, que publica no mínimo 30 gibis por mês.

O foco no projeto é muito importante. Assim como o Maurício de Sousa escreveu, desenhou e publicou muito (com equipe), o escritor que quer ter um volume de trabalhos agregados em sua biografia precisa também ter publicação, independente do rumo de suas vendas. Cada artista vai tomando o seu rumo com o passar do tempo, mas  todo escritor precisa fazer o mesmo; escrever sempre!
Livros, crônicas, colunas, resenhas, blogs e o que mais a internet permitir. Não tenha preguiça e não resmungue se por acaso alguém for ler ou não o seu artigo. Quando alguém finalmente gostar do que você escrever (como este artigo, por exemplo), a primeira coisa que fará será pesquisar mais sobre o autor, e com isso, encontrará uma biografia e uma lista de outras coisas. É o primeiro passo nesta grande caminhada.
Não desanime.




Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em várias Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em São Gonçalo e Doutor em Teologia e Literatura.

sábado, 29 de junho de 2013

Porque a Heráldica é Importante

Um dos estudos que eu mais gosto além da Etimologia é a Heráldica. Saber a origem dos nomes é fundamental, mas saber a dos sobrenomes se torna essencial e proporciona uma experiência cativante a todos.
As palavras têm as suas origens por meios de associações e vão variando à medida que vão conquistando seu espaço no vocabulário regional. Um exemplo atual são as linguagens virtuais se tornando cada vez mais comuns e ganhando espaço no dicionário.
Os nomes de regiões e os de batismo vêm de referências aos seus países de origem. O meu nome tem origem teutônica e significa "bravo como o leão" (quem me dera, he he).
Muitos nomes também podem influenciar na personalidade, portanto, seja sábio e sensato na hora de escolher os nomes para os seus filhos.
Nomes simples, apesar de comuns e modestos, nunca saem de moda. Eu gosto mais dos nomes femininos que se assemelham a joias, como Jade, Pérola e Cristal; e também os que se assemelham à flores, como Jasmin, Angélica e Hortência. Afinal, as mulheres são dádivas preciosas, delicadas e graciosas. Para batizar homens, sejam filhos e/ou personagens, nomes que não tiverem “Y”, “K” e/ou “W”, já é um bom começo.


Agora, vamos aos sobrenomes:
VIEIRA é sobrenome originário de Santiago de Compostela, na Galícia, norte de Portugal. Por volta de 1120, quando D. Afonso Henrique procedeu a unificação e criou o reino de Portugal, havia, na época, mais de cinquenta famílias na região e uma delas era a dos Vieiras. Com a criação do reino de Portugal, a família Vieira deslocou-se para as cidades portuguesas de Leiria e Minho. Os Vieiras que chegaram ao Brasil teriam embarcado na cidade do Porto e desembarcado em Pernambuco de onde se espalharam por todo o Brasil.
Os meus antepassados Vieira vieram dos escravos que ganharam o sobrenome de seus senhores com a Abolição da Escravatura (é, eu tenho um pezinho na senzala).
Fiquei mais curioso e me aprofundei mais sobre de onde teriam vindo os patriarcas dos Vieiras portugueses. E adivinha? Dos escandinavos! Isso mesmo; na linhagem das famílias vikings existem os "Wieora" (mas eu não sou descendente dos bárbaros).

E a vieira na verdade é o quê? Não é aquela viseira na cabeça do cavalo que puxa a carruagem, apesar da semelhança no nome.
Vieira é um molusco refinado com concha dourada em forma de leque. Conhecido como Scallop (em inglês) e coquille saint-jacques (em francês). Na culinária, é uma iguaria mais requintada que a lagosta (!). A vieira também é símbolo de heráldica e está presente em "O Nascimento de Vênus" de Botticelli (quanta nobreza!).
Apesar da aparência estática, são boas nadadoras e muito resistentes (por isso estampa o brasão dos nobres navegantes).
SILVA é sobrenome originário de uma região portuguesa perto de Valença chamada Torre de Silva (amoreira). Nesse local, teve a sua origem o Reino de Leão, e por isso seu brasão de armas faz referência a ele, sendo um leão vermelho (ou purpura) armado e lampassado de vermelho ou azul, sobre um campo prata.
Silva também vem do latim, que significa selva, floresta e/ou bosque. Silva é o nome da árvore da amora, muito popular no norte lusitano.
O sobrenome é muito comum no Brasil em razão de ser o mais adotado pelos escravos e também por europeus que se refugiavam no Brasil, se passando por anônimos.
Portanto não tenha vergonha de seu sobrenome Silva; você pode ter sido descendente de um nobre estrangeiro que não queria aparecer.
Os meus antepassados Silva vieram dos alemães (por isso esse meu desprovimento de melanina). O meu bisavô paterno era filho de alemães que tentaram vida nova no Brasil, no século retrasado. Trocaram o "Schmidt" por "Silva" para não haver preconceito, tão comum naquela época.
Os Vieiras portugueses vieram dos escandinavos; e os Silvas portugueses? Do Oriente. Desde a época do Reino dos Godos, alguns príncipes adotaram o sobrenome.

Como podem ver, minha árvore genealógica é muito humilde. Sou filho de escravos e de imigrantes alemães. Meus sobrenomes, apesar de comuns, têm origens nobiliárquicas e carregam uma notável história que passou por muitos pontos importantes da história do desenvolvimento das nações.
No fim, gostei de saber que sou um Leão duas vezes: no significado do nome e na história do sobrenome.
Que assim seja na vida de todos nós: Bravos como o Leão em seus propósitos, conquistando o seu espaço na selva; Nobres, Resistentes e com grande Valor em seu interior, como a Vieira; e Fortes e Acolhedores como a Silva, a Árvore Real de Valença.
Claro, tudo isso sem nunca esquecer de nossas origens humildes, porque assim como a Silva (e também em qualquer outra árvore), somos grandes e fortes porque nos sustentamos sob nossas raízes.

"O temor do Senhor ensina a sabedoria, e a humildade antecede a honra."
(Provérbios 15:33)

"A recompensa da humildade e do temor do Senhor são a riqueza, a honra e a vida."
(Provérbios 22:4)

"Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido."
(1 Pedro 5:6)


Quando nos humilhamos perante Deus, nos tornamos honrados e nobres. Somos todos iguais perante o Senhor e um dia, todos nós faremos parte de uma só Família Real e Eterna.
A Heráldica Divina é a nobreza mais importante que devemos buscar e conquistar. Pensem nisso!

Leonardo Vieira Silva
escritor

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Resenha: O Último Beijo (Cacá Adriane)- Editora Dracaena

       Para ser bem sincero, eu odeio livros "vampirescos" e quando eu leio uma sinopse em que uma adolescente ingênua se apaixona por um homem esquisito e arrogante, descobrindo no andar das páginas que ele é um "vampiro vegetariano narcisista e fresco" começa a me dar "urticária literária".
       Porém, como um bom leitor, jamais irei julgar uma obra pelo seu gênero literário. Por isso, me atentarei mais na construção literária e qualidade editorial, ressaltando os pontos fortes.
       "O Último Beijo", apesar do nome, é o primeiro livro de uma trilogia da curitibana Cacá Adriane. Publicado pela Editora Dracaena, a obra de 294 páginas tem uma ótima qualidade gráfica, com uma capa exuberante e acabamento impecável. A sinopse sucinta é convidativa para a imersão imediata na leitura. A trilha escolhida para representar a obra (Aurora- da banda curitibana Haarp) foi bem selecionada pela
autora para aguçar emoções durante o embalo da leitura.
       A história começa com uma boa apresentação de conflito. A heroína da história narra um pesadelo. Jasmim Acaiah (o sobrenome significa "anjo da guarda" em hebraico) é uma adolescente que praticamente vive sozinha (é órfã de mãe e seu pai é muito ausente). Ela conta com a sua melhor amiga Ana, que é tagarela, espevitada e responsável por alguns lances humorísticos na aventura. Tudo muda para jovem Jasmim quando conhece Gabriel De La Cour (o sobrenome significa "o tribunal", em francês), ou Gabe, como ele prefere ser chamado. A história segue num conflito de emoções da personagem, que passa a amá-lo e odiá-lo quase que simultaneamente.
       O livro tem o arquétipo dos romances adolescentes femininos, sem apelar para muitos clichês. Tem algumas características de Crepúsculo, com uma menina dispersa nos pensamentos, que mora sozinha com o pai e tem uma grande experiência na escola, ao conhecer um rapaz excêntrico, misterioso e galanteador. Porém nessa parte de amor e ódio, deixou um ponto interessante, que faz prender o leitor até a última página (sim, eu também li tudo de uma vez). Eu devo ter feito mais caretas que o Calvin durante as quase quatro horas ininterruptas de leitura. O romance provoca fortes emoções. Assim como em um filme de suspense, que faz a gente mudar de posição no sofá e murmurar inutilmente conselhos para a vítima, estapeando a testa várias vezes, em "O Último Beijo" também é assim. Tive vários surtos de revolta no
decorrer dos capítulos. Em muitos momentos, fiquei com muita raiva da Jasmim, que tem uma ingenuidade irritante. Posso até compreender que o fato dela não ter tido mãe e pouca atenção do pai pode até mesmo deixá-la confusa no discernimento para as emoções afetivas, tão comuns na idade. Só que a Jasmim estava apaixonada por um completo cafajeste que tinha namorada na mesma escola. Eram tantos galanteios e
foras alternados que eu cheguei a pensar que a menina não tinha amor-próprio pra
aceitar tamanha humilhação.
       Mas tudo aquilo tinha um sentido e acaba coroando o desfecho da obra com excelência.
       Afinal, o Gabe é vampiro, zumbi, elfo, duende ou outra criatura? Na verdade, ele demonstra não ser nenhum deles, apenas conserva umas características anormais que faz o leitor tentar descobrir ao longo da aventura.
       Os personagens são bem construídos e o romance fecha com um bom gancho para a
continuação ("O Último Olhar"), a qual eu também aguardarei para ler.
       É um romance para meninas, mas é leitura indispensável para escritores que pretendem melhorar a qualidade de construção emocional das personagens femininas.
       Parabéns a autora, Cacá Adriane, que está começando muito bem a sua carreira literária. Parabéns também a Editora Dracaena e para a gráfica Bandeirantes, que deram um ótimo visual para o livro.



 Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em 32 Academias de Letras e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura. 

  

terça-feira, 11 de junho de 2013

Queremos uma Bienal em São Gonçalo


Eu sou escritor acadêmico, comendador, produtor cultural e trabalho para a promoção da cultura, e a inclusão social das pessoas que não possuem acesso à arte e literatura, onde a feira literária também será ferramenta de popularização da leitura, levando, portanto a feira a comunidades carentes, instituições de caridades e espaços alternativos para a periferia da cidade, caso você, empresário, queira pleitear o Patrocínio do projeto, aprovado pelo Ministério da Cultura para o nosso projeto Cultural, por favor, entre em contato:

NOME DO PROJETO:  I Circuito Cultural Literário - São Gonçalo

CADASTRO NO MINISTÉRIO DA CULTURA: PRONAC:  127318

PERÍODO DE REALIZAÇÃO DO PROJETO: 04 MESES;

PERÍODO DE REALIZAÇÃO DA FEIRA: 04 DIAS;


LOCAL DE REALIZAÇÃO: SÃO GONÇALO - RJ;

PRAZO DE CAPTAÇÃO DOS RECURSOS: 23/12/2012 A 31/12/2013.

LEI E NÚMERO DO PROCESSO DE ENQUADRAMENTO: PROJETO ENQUADRADO NO ARTIGO 18 LEI N.º 8.313, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1991, ALTERADA PELA LEI N.º 9.874, DE 23 DE NOVEMBRO DE 1999, CONFORME PORTARIA N o - 95, DE 27 DE FEVEREIRO DE 2007 .

Informo que até o momento, não houve nenhuma captação de nenhum patrocínio para este projeto.

Me coloco ao inteiro dispor para envio de release detalhado e quaisquer eventuais esclarecimentos que se façam necessários através do contato:


leovieirasilva@gmail.com.br


Leo Vieira
coordenador do projeto


Escritor acadêmico;
Comendador;
Delegado Cultural adjunto pela FEBACLA;
Secretário da SAL (Sociedade de Artes e Letras de São Gonçalo);
Patrono na AGLAC (Academia Gonçalense de Ciência, Artes e Letras).


terça-feira, 28 de maio de 2013

Livros Gonçalenses

A cidade de São Gonçalo, o segundo maior colégio eleitoral do Estado do Rio de Janeiro e município com mais de 1 milhão de habitantes também é conhecido pelos seus escritores e pelas suas obras literárias, que estão ganhando espaço e reconhecimento no mercado editorial. A função das obras são focar no histórico
cultural e também no turismo na cidade, além de apresentar um romance de qualidade
ambientado na biografia do local.
Na busca recente de publicações, encontramos obras dos escritores da cidade, que também se preocuparam em ressaltar detalhes do mapa e pontos turísticos gonçalenses.
Maria Nelma, professora aposentada, membro da SAL e secretária acadêmica na AGLAC também reuniu anos de pesquisa e publicou em 2006 "O Munícipio de São Gonçalo e sua história", que é um importante livro de referências e curiosidades sobre a formação e desenvolvimento da cidade de São Gonçalo. O livro foi amplamente divulgado na cidade e até base de consulta por várias escolas gonçalenses.
Décio Machado é escritor e além de sua militância na cidade (é o fundador da União Cultural Gonçalense, do projeto cultural "Nós Temos a Força", criou o Relógio de Sol de São Gonçalo [o único do mundo], foi superintendente da FASG, é membro da SAL e acadêmico na AGLAC) publicou seis livros. O mais conhecido deles, que também é narrado na cidade é "O Revisor", que conta a história de um revisor de livros que confundia a ficção do livro com a vida real. O livro teve boa repercussão na cidade e contou com a presença de políticos ilustres em seu lançamento.
Paulo Souto é escritor e poeta e foi aluno na Escola Fluminense de Belas Artes; administrador da Casa das Artes de São Gonçalo; é especialista em patrimônio, artes plásticas e turismo; além de ser patrono na AGLAC. Sua obra mais conhecida é "À Sombra dos Laranjais", que é um romance de época narrado em São Gonçalo, contando a trajetória de uma fazendeira que revela toda a sua vida e experiência, passando por várias agruras e decepções, acompanhando o progresso na cidade de São Gonçalo. Itens notáveis como a Abolição da Escravatura e a visita do Monarca Dom Pedro de Alcântara ilustram e enriquecem toda a obra, tornando-a mais verossímil. O livro foi publicado em 2007 e está em fase de relançamento.
Leo Vieira é ator e escritor gonçalense e é colaborador em vários projetos e atividades na cidade. É secretário da SAL; acadêmico e administrador do acervo virtual da AGLAC; delegado cultural adjunto pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (FEBACLA); coordenador do "I Circuito Cultural Literário" (Bienal em São Gonçalo), entre outros projetos em desenvolvimento. Publicou no final de 2011 o livro "Alecognição", uma ficção de aventura e suspense que se tornou o primeiro romance de São Gonçalo a ser distribuído nacionalmente. O livro narra um longo pesadelo vivido por um menino, atravessando traumas e tragédias, passando por vários pontos conhecidos da cidade. A obra é premiada e proporcionou a aceitação do escritor em mais de 30 academias de letras, associações e sindicatos literários. Está em fase de lançamento outros títulos também narrados na cidade, a tradução em outros idiomas e o lançamento em outros países.
Conhecemos muitos escritores da cidade, mas também queremos saber mais sobre os outros livros que falam de São Gonçalo. Caso conheçam, compartilhem conosco. Nosso objetivo é tornar São Gonçalo uma cidade cada vez mais literária e reconhecida culturalmente.