segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Tenha Tudo Pronto


Este é o modesto conselho que a maioria dos grandes empresários deixam para quem quer se aventurar no mercado cultural, artístico e/ou literário. Muitas vezes podemos ser pegos de surpresa e não ter um material suficiente para o momento de um possível contrato.
Quando um livro é muito bom, a tendência é que o leitor adquira o máximo possível.
Muitos atendentes de livrarias revelam que há clientes que entram para comprar uma lista de livros de um mesmo autor somente pelo fato de ter gostado de uma das obras. Nesta mesma linha, o repertório musical de um artista também passa a ser pesquisado e o fã de um filme passa a colecionar uma série de produtos relacionada a série.
A intenção não é despertar uma megalomania desenfreada ao escritor, mas sim abrir a mente para uma ótica mais comercial e abrangente onde esse alvo cultural possibilita. A arte pode ser transmutada para muitas outras plataformas.
Não adianta você criar um personagem e somente ter uma dúzia de tiras e ilustrações. Ou então um livro inacabado, ou uma música somente incubada pela melodia ou refrão. Personagens de quadrinhos devem ter centenas de tiras prontas, um escritor deve ter dezenas de livros preparados, um músico deve ter um repertório imenso reservado, etc.

Os clientes não vão querer ouvir desculpas e sim soluções. Quando for assinar o seu primeiro contrato, leia todas as cláusulas e tenha certeza de que é capaz de cumpri-las antes do prazo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O Escritor e a Política


O escritor pode trabalhar em diversas plataformas sempre em seu mesmo ofício de criar, elaborar, formular e escrever muitos textos em vários segmentos e temáticas. O escritor publicitário e/ou jornalista pode escrever diversos textos para compor uma grade de programação na televisão ou rádio. Páginas de internet, redação de jornal, entre outros textos de apresentação comercial também são fartamente atualizados com as criações do profissional literário.
Um dos detalhes onde pode ocorrer divergências comerciais é quando um escritor é contratado para desenvolver trabalhos onde não confia ou não tem afinidades. Mas como em todo trabalho, nem sempre o profissional aprecia a sua rotina. A questão do escritor passa a ser mais delicada porque ele precisa passar credibilidade e nessa hora quem fala é o "Eu" profissional da empresa, através do escritor contratado.

No caso da política, como em todo departamento de marketing, o profissional terá que desenvolver um bom histórico do cliente, que é o candidato e também o seu partido. Quando a oportunidade surgir, procure que seja com um partido que já tenha afinidade e com candidatos que já tenha um certo conhecimento. Seja o mais honesto possível e cuidado com alianças que possam obstruir seu caminho literário para futuros clientes.

Leo Vieira

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Argumento


Cada escritor ou roteirista tem a sua forma especial para desenvolver as suas
criações. Não existe regras específicas para isso. Porém é sempre importante
aceitar e comparar técnicas conhecidas de quem já trabalha com isso. Uma das habilidades indispensáveis para quem escreve muitos romances e roteiros é o argumento.
O argumento é o esqueleto do roteiro. Ele serve para dizer o que acontecerá durante toda a trama. É como contar uma história sem nenhuma narração ou diálogo. É um texto repleto de "o personagem X fará isso, o personagem Y fará aquilo enquanto na cidade A acontece isso". O argumento é uma forma do roteirista preparar a história antes de escrevê-la para valer.
Muitas vezes o autor não tem tempo para escrever, por estar atarefado com múltiplos projetos e também estar focado em diversas obras. Neste caso, ele desenvolve os argumentos e os deixam reservados para que os mesmos não se percam nas suas ideias.
O roteirista quando é contratado para desenvolver o texto para um filme ou uma peça, costuma receber instruções do cliente do que será necessário e essencial para a obra. Daí ele pautua e elabora primeiramente o argumento, conferindo e desenvolvendo depois até finalizar o roteiro.
Se você já tem a sua ideia de história, mas não tenha a mínima ideia de como irá movimentá-la para a transformar em roteiro, então é necessário antes aprender a fazer argumento.

Para não se perder na elaboração e concentração, faça o argumento com frases. Oito laudas já são suficientes para um livro comum. Se houver enredos paralelos, coloque a frase em outra cor ou em negrito. Isso o ajudará a se manter concentrado e não se perder na estrutura.

Leo Vieira