segunda-feira, 25 de abril de 2016

Editoras São Obrigadas a Apoiar o Autor?

Diversas vezes eu desenhei a diferença de uma editora tradicional para uma editora por demanda. A tradicional investe tudo e promove a obra, através de um contrato editorial. A editora por demanda presta apenas serviços gráficos, onde é o autor que investe o dinheiro, assinando um contrato de prestação de serviços.

Editora Tradicional- investe no livro
Editora por Demanda- você que investe no seu livro

Editora Tradicional- contrato editorial
Editora por Demanda- contrato de prestação de serviços

Editora Tradicional- distribui, vende, divulga e presta conta das vendas
Editora por Demanda- te entrega o lote de livros e expõe no site. O autor é que promove venda e divulgação.

Em editoras tradicionais, também acontece de ter em seus inúmeros títulos, obras que têm mais potencial de mercado, principalmente quando for um livro estrangeiro já sucesso de vendas. Nesse caso, mesmo sendo "concorrente de si mesma", ela vai optar em promover a obra mais conveniente.
Já em editoras por demanda, todos os títulos têm o mesmo valor e ficarão de exposição no site para atrair novos clientes, além de possíveis compradores de livros na loja virtual.


Resumindo: editoras não são obrigadas a apoiar o autor e nem mesmo devem ser culpadas por isso. Sabemos sim que existem escritores preciosos no mercado, mas mesmo assim, eles ralaram muito para chegar até lá. E uma pergunta fica no ar: será que você está disposto a aprender e a se desenvolver neste caminho das pedras para fazer por merecer?

Leo Vieira


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® Leo Vieira- Direitos Reservados 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

A Culpa é De Quem?

Você finalmente realiza o sonho de publicar um livro! Junta uma boa grana, procura uma editora por demanda legal, investe nos registros, arte, revisão, diagramação, lote e quando lança... quase ninguém compra!
Você volta pra casa com aquela pilha inútil de livros e o volume é ameaçado pelas traças e mofo. Você negocia uma consignação com uma livraria e perde metade do que poderia lucrar com as vendas. Poucos exemplares são vendidos, isso porque naquela mesma época, a Disney promoveu um mega lançamento de diversos títulos de Star Wars e Heróis Marvel no formato de romances. As prateleiras foram todas tomadas e seus livros foram parar lá no canto da estante.
Você então é chamado para buscar os exemplares restantes e recebe o seu repasse das vendas que mais parece um comissionamento. Você então acaba fazendo uma liquidação pela internet e decide vender tudo a preço de custo, mas no fim das contas, você acabou tendo uma despesa maior. A solução é respirar fundo e praguejar o mercado literário nacional que menosprezou sua obra.

Prepare-se agora para a sacudida de quem também já passou por isso:
- Arrumar um culpado para os seus fracassos é uma atitude imatura.
- O fato de escrever uma boa história não é garantia para o êxito nas vendas.
- Editora por demanda é prestadora de serviço e não é obrigada a promover venda nem marketing de seu livro.
- Livrarias são comércios e não são obrigadas a darem mais atenção a livro nacional independente.
- O mercado editorial é para todos e assim como você, a Disney também está investindo (e muito dinheiro por sinal) para promover seus produtos nas versões literárias também.


Mas não desanime. Procure entender mais como os grandes autores e editoras fizeram para ganhar espaço neste mundo tão competitivo. Nem tudo é feito a base de dinheiro. Criatividade e esperteza para agir no momento certo conta muito e nos dá o merecido espaço.
Leo Vieira


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Conivências

Quando nos envolvemos no mercado literário e editorial, é comum conhecermos diversos tipos de profissionais, sejam escritores, blogueiros, entre outros. Esses companheiros estarão conosco no meio virtual e também em possíveis encontros presenciais, como eventos culturais,
literários e lançamentos de livros.
Uma coisa muito comum de acontecer é um possível desentendimento entre profissionais, gerando uma separação coletiva. Dependendo do grau de popularidade do escritor ou blogueiro, acontece até um verdadeiro divisor de águas. Já presenciei uma situação de briga entre presidentes de academias de letras que gerou um incidente cultural de proporção internacional.

O que devemos então aprender com tudo isso?
Quando publicamos livros e blogs, nos tornamos pessoas públicas. Somos lidos, acompanhados e monitorados. Temos que dar bons exemplos. Precisamos ter classe e sabedoria para lidar com tudo isso. Brigas e desentendimentos podem sim ocorrer, mas ninguém é obrigado a compactuar
com isso. Ninguém é obrigado a concordar com todos, mas se cada um fizer a sua parte, ninguém mais fica afetado e ninguém sai perdendo.

Mantenha discrição, esteja disposto a dialogar e não alimente as divergências dos outros.
Leo Vieira

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Duelo de Egos

Isso não deveria acontecer (ainda mais no meio literário), mas é sempre bom tocar no assunto, para que o leitor se previna e também faça um auto policiamento.
O APLAUSO é uma coisa maravilhosa. Todos nós gostamos de ter o reconhecimento merecido, seja como escritor, ou como blogueiro ou mesmo nas duas situações. Acontece que devemos saber também como lidar com essas situações.
Uma pergunta chata, porém pertinente: você realmente fica feliz com uma boa notícia de alguém que faz um trabalho semelhante ao seu? Se você parou pra pensar, não se sinta constrangido, mas procure também repensar e rever seus conceitos.
A INVEJA realmente existe para todos. Somos humanos e propensos para qualquer tipo de erro. Mas quando reconhecemos nossos defeitos, demonstramos ser sensatos.

Existem diversos tipos de inveja:
Inveja Descarada: o afetado faz desdém e aponta defeitos e pontos negativos ao blogueiro ou escritor, mas se tivesse oportunidade, tomaria o lugar dele.

Inveja Competitiva: o afetado não suporta ver o seu colega bem que trata logo de "superá-lo", mesmo que ele não tenha mais interesse em publicar livros ou manter blogs.
Não confundir com "ambição", onde a pessoa almeja sem se importar com a felicidade alheia.

Inveja Saudosista: o afetado vive se vangloriando de tempo irrecuperável ("escrevi muitos livros", "tinha milhares de blogueiros associados"), culpando pessoas por conta de sua situação atual ("não vendi livro por causa da editora", "fui lesado por muitos blogueiros") e vive na amargura para qualquer nova ideia ("a livraria que tem que comprar e distribuir meus livros"; "somente irei publicar algo novo quando vender o suficiente na publicação atual").

Inveja Destrutiva: o afetado não gosta de ver nenhum progresso alheio e mancha o seu próprio caráter e reputação para sabotar contra qualquer coisa que não tenha destaque para ele mesmo (alguns chegam a criar perfis fakes para difamar escritores, livros, blogueiros e eventos culturais). Sente uma imensa satisfação quando um projeto alheio não dá certo ou quando o
organizador tem algum problema pessoal.

A inveja é um sentimento vergonhoso e destrutivo. Se ele for alimentado pelo ego, vai se tornar uma síndrome e antes que se dê conta, o afetado estará tomado por uma neurose incontrolável. Pode até parecer um exagero, mas o egocentrismo continua sendo responsável por inúmeros conflitos, divergências e corrompimentos políticos, sociais, além de distúrbios na saúde.
Resumindo: ser do mal não faz bem.

O escritor/blogueiro nobre não inveja ninguém. Ele também não cultiva inimigos e/ou inimizades. Sabemos que não vamos conseguir agradar a todos (principalmente os invejosos), mas aprendemos a ter a sabedoria de não alimentar sentimentos ruins alheios.


Portanto, vamos combater o mal com o bem: vamos desejar sorte, congratular, incentivar, agradecer, ser solidário, ser acessível, ser humilde, desejar o bem e enxergar sempre o lado bom das coisas.
Leo Vieira

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Não Faça Vitimismo Literário

Vamos supor que algo que você fez não tenha dado certo.
Só que você não fez nada pra saber o motivo do erro. Nem mesmo saber como podia fazer para reverter a situação. Desta forma, preferiu-se então se fechar e achar que a outra parte é injusta.
O vitimismo existe em vários aspectos. Pode ser um relacionamento frustrado, uma lesa financeira, um constrangimento, etc. Tudo isso quando se aceita a derrota sem fazer nada para apurar.
Tenho visto isso com escritores e também blogueiros. O vitimismo literário é quando uma resenha não sai como o esperado para o autor ou então quando o blogueiro se decepciona com um desprezo de autor parceiro. O pior de tudo é quando nenhuma das partes toma a frente para a apuração.
Para não entrar demais no mérito, o conselho que deixo é: analise os dois lados. Nem sempre o nosso ponto de vista é totalmente correto. Aprendemos muito quando reconhecemos nossos defeitos.

Muitas coisas podemos fazer para melhorar e também para evitar eventuais animosidades.

Leo Vieira


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